3 de out de 2009

Impressões a esmo

Num dado momento, me senti como se estivesse num país outro, Moçambique, Angola, talvez. Gentes de cores diferentes, e suingues diferentes, uma explosão de sensações, carnaval, chorinho, jazz e serenata de uma só vez. Eu, ali no meio, só. Comigo e só, ao mesmo tempo que toda aquela gente me compunha. O frevo comendo solto de um lado, Chico Buarque e Paulo Vanzolini do outro, e no alto da rua, gentes francesas cantando com um povo de algum país africano. Coração batendo no ritmo dos tambores.

Em frente à pousada, há um café charmosíssimo. Fui hoje lá e fiquei lendo um pouco antes de ir pra todos esses eventos. É demais de bom, quem vier a Olinda, não pode deixar de conhecer a Estação 4 Cantos que, aliás, é do mesmo dono aqui da Pousada dos 4 Cantos. Aproveite pra conversar um bocado com o Rafael, um menino simpático, inteligente e mega atencioso que, além de tudo, é dono de um dos sorrisos mais bonitos da cidade. Tem também a Jayce, que é irmã da Joyce, outra garota simpatissíssima que trabalha na loja aqui da pousada e é neta de uma das figuras mais importantes do carnaval de Olinda, o Lorde, que trabalhou como garçon e era descendente de holandeses. Estou chegando à conclusão de que, mesmo sem querer, acabei caindo no melhor lugar de Olinda. É uma casa antiga, aconchegante e, ao mesmo tempo, tem uma visão super moderna de atendimento. Bom demais, devo agradecer à Dona da outra pousada que esqueceu de fazer a minha reserva?

Hoje fui à Ilha de Itamaracá. Oxe... que lugar é esse? Conheci o forte Orange (se diz Órangi) e o projeto Peixe Boi. Lá tem uns tanques enooooormes com 3 (ou 4??) peixes-boi (peixes-bois?) cada um do tamanho de uma baleia! Nunca havia visto tão grandes.

Ai, tá ficando bem difícil ter vontade de deixar isso aqui...

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