23 de set. de 2008

Não adianta vir com guaraná


E., a senhora gordinha que limpa a casa todas as 2as feiras, é a maior chocólatra que conheço. Não! O aposto (leia-se apôsto, com “o” fechado, aquele das aulas de português, lembra?) que melhor apresentaria E. aos poucos leitores que sobreviveram à longa ausência desta blogueira não é esse. É preciso começar de novo.
E., a maior chocólatra que conheço, é uma senhora gordinha que limpa a casa todas as 2as feiras. Eu também adoro chocolate e com a maioria das pessoas que conheço não é diferente, afinal, quem não adora chocolate? Agora mesmo, estou a bordo de um Hersheys meio amargo, não aquele delicioso com um leve toque de laranja, mas o meio amargo básico, escuro e amarguinho como qualquer outro de sua categoria.
Mas eu falava de E., a gordinha chocólatra, que às 2as feiras, religiosamente, limpa a casa. Pois bem. E. tem 40 anos, 3 filhos adultos, marido, casa pra cuidar, cachorro – Boris – com quem passeia à noite “lá em Ferraz”, referência ao município de Ferraz de Vasconcelos onde mora, mãe e pai que vivem numa casa construída no mesmo terreno. Toda 2a, sai de casa às 4 da manhã, pega ônibus, trem, metrô e ônibus de novo para – religiosamente – limpar a minha casa. Pelo trabalho de limpar muito bem a minha casa – e as outras, aonde vai - religiosamente - às 3as, 4as, 5as, 6as e sábados, E. recebe R$50,00 e, não!, ela não tem nenhum dia vago!
Mas estou aqui pra falar de sua chocolatrice e não de seu trabalho. Posso afirmar que E. é chocólatra por diversas razões. Certa vez, trouxemos um chocolate de Campos do Jordão pra Manu, sobrinha da Junia. Ele ficou uns dias na geladeira, pois estava muito calor e, numa 2ª feira, desapareceu misteriosamente da geladeira. Noutra ocasião, a Yanaí trouxe uns pacotinhos de um chocolate feito com puro cacau lá da Bahia e, coincidentemente numa 2ª feira, um deles desapareceu misteriosamente da geladeira. Isso aconteceu também com os suíços, os de São Lourenço, os de Caxambu, os da Argentina. Já aqueles de canela, figo e outros sabores irreconhecíveis que sobram na caixa de bombons “Garoto” ficam a vida toda lá, intocados....
Ontem, 2ª feira, eu estava batendo um papo com E. e ela me mostrou umas bolinhas que estão aparecendo em todo o seu corpo. Desesperada, confessou:
-- O médico me disse que é do chocolate, vou ter de ficar 2 meses sem comer, pra ver se desaparece...
Aí aproveitou e contou tudo. Que no trem, os Hersheys (os grandes) são vendidos a R$2,00 e que não dá pra resistir. Ela compra um todo dia e come inteirinho até chegar à estação de Ferraz e quando não tem muito dinheiro compra pelo menos um pedaço.
-- Hein? Um pedaço?
-- É, custa R$0,25 o quadradinho, eu não passo vontade, não!
Se esse Hersheys meio amargo que eu estou comendo neste exato momento custou R$4,00 no supermercado, que compra por atacado, direto da fábrica, como é que pode custar a metade disso no trem???? E que história é essa de comprar um quadradinho a R$0,25 só pra não passar vontade? Fala sério, quem inventou isso???!!!!!
Definitivamente, é muito difícil deixar de ser a chocólatra gordinha num país como esse...

25 de ago. de 2008

Pitanga

(...) Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.

LISPECTOR, Clarice. Cem anos de perdão. In: Felicidade Clandestina.Rio de Janeiro: ROCCO, 1998.

29 de jul. de 2008

Os russos do avião

No vôo de ida, havia um moço russo sentado do meu lado. Quer dizer, eu acho que ele era russo porque falava uma língua muito estranha que resolvi que era parecida com o som do russo. Eu tive de pedir "licença" duas vezes pra ele: uma quando cheguei e outra quando precisei pegar um livro na minha bolsa que estava no compartimento de bagagens. Da primeira vez, como o vôo ia pra Argentina e ele tinha uma super cara de gringo, mandei um "con permiso" básico. Ele levantou e praguejou alguma coisa com um senhor que estava atrás dele. Imediatamente, um cara que estava na fileira da frente retrucou alguma coisa também em russo e os três engataram uma conversa que devia ser muito engraçada, cheia de R's e CH's e risadas. Aí eu pensei "por que diabos, se os 3 estão juntos, sentaram um atrás do outro na fileira do corredor?"
Assim que o avião decolou, eu percebi que havia deixado meu livro na bolsa e teria de incomodar o gringo de novo, mas ele já roncava. O russo mais velho estava no banco de trás e lia o "El Clarín". O da frente parecia ser mais novo e também roncava. Alguns minutos depois, começaram a servir comidinhas e a "azafata" chegou pra ele e perguntou em inglês "chicken or pasta?" Imediatamente ele olhou pro russo da retaguarda e falou qualquer coisa ininteligível que, traduzida, devia soar como "que aeromoça gostosa" porque o russo da frente começou a rir, depois o outro e por fim ele mesmo caiu na gargalhada. A pobre ficou ali com aquela carinha de kolynos esperando uma resposta e ele rindo. Eu já estava irritadíssima, tentando entender por que os caras riam tanto, quando ele, delicadamente, apontou pro frango. A moça serviu e se mandou rapidamente.
Depois que comemos, eu resolvi pegar o meu livro e mandei um "excuseme" já me levantando, pra garantir que ele ia entender. Ele levantou e - É CLARO! - aproveitou pra iniciar a conversa engraçada mais uma vez com os outros dois, enquanto esperava que eu me sentasse. Eu peguei o Barthes que me aguardava na bolsa, "thankyou", virei pra Juju e, baixinho, mandei um "Skavuska!" Pronto! Daí em diante, a cada vez que um dos três falava alguma coisa, a gente rebatia com um "na Sibéria não tem nada disso!" Rimos pra caramba.
O que me incomoda é que até agora não sei por que eles estavam rindo tanto... Vai ver que o comercial da NET de lá tem uma musiquinha que diz "Em São Paulo não tem nada disso"... Vai saber...

28 de jul. de 2008

Malba - Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires


Taxi do apartamento ao Malba - 12 pesos;
Entrada no Malba - 30 pesos;
Passear pelo museu e dar de cara com o Abaporu - definitivamente - não tem preço!

Avda. Figueroa Alcorta, 3415.

27 de jul. de 2008

Cementerio de la Recoleta


A Recoleta é um bairro lindo. Há uma praça com um Centro Cultural que apresenta obras de jovens artistas, um Centro de Design e uma feirinha aos fins de semana. Há também a Igreja de N.Sra del Pilar, que abriga um museu lindíssimo e o Cemitério da Recoleta.

Ninguém visita cemitério na sua cidade, mas quando se viaja pro país dos outros, surge uma vontade de fazer coisas estranhas, como ver as construções, analisar a arquitetura, observar os resquícios de uma burguesia que não existe mais, sei lá. O que eu sei é que estávamos por ali mesmo e resolvemos visitar. É simplesmente lindo! Os túmulos são majestosos, magnânimos, magníficos, o que mais??? É dificil elogiar um túmulo e eu não entendo nada de arquitetura, mas tudo é muito bonito mesmo.
É claro que se forma fila para ver o túmulo da Evita Peron (família Duarte), mas há outros lindíssimos, como o mausoléu dos soldados mortos na Guerra do Paraguay (!!!), por exemplo.
Bem, o que dá um medo danado é que os caixões ficam expostos, assim mesmo, na cara do visitante, e não escondidos como aqui. É estranhérrimo, você vai caminhando e dá uma olhadinha pelo vidro - e há túmulos inteirinhos de vidro - e dá de cara com um caixão. Há janelas quebradas por toda parte e o morto fica praticamente ao alcance da sua mão. Assustador, mas imperdível!!!
Avda.Junin, 1790.

26 de jul. de 2008

Biblioteca Nacional

Inauguramos a viagem com uma visita à Biblioteca Nacional da Argentina. Quem me conhece há muito tempo, sabe que eu era muito "BG" (vulgo "poncho e conga") na década de 80. Enquanto meus amigos ouviam a música dos "imperialistas americanos", eu passava horas e mais horas aprendendo espanhol com o povo do Raíces de América, do Tarancón e, claro, com a argentina Mercedes Sosa. Era a música latino-americana de protesto, que emanava sonhos de liberdade naquele tempo em que ainda vivíamos sob a ditadura militar.
Pois bem, chegamos à Biblioteca Nacional e, logo na entrada, um pôster gigantesco do Atahualpa Yupanqui que, à primeira vista pode parecer um ilustre desconhecido, mas é nada menos que o compositor da canção "Los Hermanos", grande hino da luta latino-americana contra as ditaduras. Fiquei ali, parada e alucinada, quase sem acreditar no que estava vendo. Além de manuscritos, livros e mais livros, artigos de jornal, videos de entrevista, havia muitos objetos que pertenceram a ele, seu violão e.... seu poncho!!!!
Avda. Agüero 2502.

Quem não conhece essa canção, veja a apresentação da Mercedes Sosa em seu show aqui no Via Funchal que eu, imperdoavelmente, perdi.

Cuadernos de un turista en Buenos Aires

Estive viajando. Vida de professor é assim mesmo, viaja-se na alta temporada, gasta-se mais, aumenta-se o limite do cartão de crédito pra poder comprar a passagem, depois volta e sai procurando mais e mais trampos pra poder pagar os "regalitos" que trouxe na mala, mas, enfim... fazer o quê? É assim que é assim!
Pois bem, passei uma semana na Argentina e há algumas coisas muito legais pra contar. Espero que, nos próximos dias, a falta absoluta de tempo não seja assim tããããão absoluta e que a preguiça me dê um descanso pra eu poder contar uma ou outra sensação que trouxe comigo das terras portenhas.
¡Hasta la vista!

17 de jun. de 2008

Hein?

Ontem recebi um e-mail que começava assim:
"Colégio Confessional Católico, situado na região central de São Paulo, procura profissional ...."

Colégio Confessional Católico... nem imagino o que isso quer dizer...

11 de jun. de 2008

Derramadas palavras

Cruzou, naquele dia, a soleira da porta pela última vez. Sem perceber, saiu deixando pegadas no vermelho que agora marcaria para sempre o piso do corredor. Não lhe caberia, sequer, saber que aquela ferida jamais cicatrizaria. Ao sair do prédio, entregou-se à amarga sensação de perda que o acompanharia em cada semáforo ultrapassado, em cada dia amanhecido, em cada cigarro que amarelasse um pouco mais a ponta de seus dedos. Era, agora, apenas mais um naquela história de amores, rompantes, paixões, frenesis.
Na manhã seguinte, o gosto do nome ainda teimava em lhe queimar garganta, língua, palato mole. "Nada que uma boa dose não cicatrize", diziam-lhe. No entanto, o riso, o gesto, o movimento frenético – embora delicado – de mãos. Olhos suplicando um afeto que ele não conseguiu dar, palavras e poesia a lhe cortar continuamente a pele da memória: sobras empilhadas, bem ali, na sua frente. Quantas vezes leu, releu cada uma daquelas frases em busca de compreensão? Quantas vezes percorreu cada período por um resto tênue de poesia? Quantas, tantas.
Ao lado da mesa, o triturador de papéis recém comprado. Relutou - mas fez, ainda que soubesse que bastaria um retrato, um cinema, uma canção, uma maldita rima para lhe sangrar a ferida em contínuas e patéticas gotas de derramadas palavras.

4 de jun. de 2008

Calcanhoto

(Quem disse que não há mais poesia na música brasileira?)

Teu nome mais secreto
Adriana Calcanhotto / Waly Salomão

Só eu sei teu nome mais secreto
Só eu penetro em tua noite escura
Cavo e extraio estrelas nuas
De tuas constelações cruas

Abre-te Sésamo! - brado ladrão de Bagdá

Só meu sangue sabe tua seiva e senha
E irriga as margens cegas
De tuas elétricas ribeiras,
Sendas de tuas grutas ignotas

Não sei, não sei mais nada.
Só sei que canto de sede dos teus lábios
Não sei, não sei mais nada.

19 de mai. de 2008

Pra tirar "demoneo"


Repare que ele tira qualquer tipo de "demoneo" e - o que é melhor! - de qualquer lugar!!!!

16 de mai. de 2008

Cor-de-rosa

Inda tenho aquele batom claro que você me deu. Vez em quando passo, e - exceto pelos olhos - fico com a mesma cara opaca da bofetada que deixei de te dar.

3 de mai. de 2008

Amar é...


Um dia desses eu vi uma colega no Orkut e descobri que ela havia se casado. Entrei na página dela, dei os parabéns, depois ela me agradeceu e hoje recebi um convite para adicionar como novo amigo "Sr e Sra Fulano de tal", duas pessoas num mesmo perfil identificado por um sobrenome que eu não conhecia. Quando entrei pra ver quem era, apareceu a seguinte mensagem: "Oi, agora que casei, estou estou deletando o meu perfil do Orkut, pois vamos ficar só com o do 'fulano'. Nos adicione, tá? Beijos".
Fiquei pensando aqui com meus botões que antigamente havia uma expressão horrorosa, mas meio comum, que dizia que "fulano e fulana juntaram as escovas de dentes". Apesar de juntas no mesmo porta escovas (ou no mesmo copo, arghhhh!), imagino que cada um continuava tendo a sua, não?
Morar na mesma casa, dormir na mesma cama, dividir o cobertor, a televisão, o banheiro, o chuveiro... Até ter o mesmo computador, vá lá, mas precisa ter um perfil só? Vai ver que eles juntaram até o e-mail, vai saber... É assim que é isso mesmo? Será que eu tô louca? Imaginava que casamento hoje não implicasse mais em perder a identidade, o espaço, em transformar-se "num só"... Fiquei pensando como teria sido o pedido de casamento:

- Amor... quero te fazer um pedido...
- Mesmo?!
- É... Acho que já tá na hora... Você quer juntar seu Orkut com o meu?!!
- Jura? Ai, querido, tudo o que eu queria da minha vida era juntar meu Orkut com o seu... Jura mesmo que quer ter o mesmo perfil que eu até o fim de nossas vidas?
- Juro... Faz tempo que eu venho querendo ter um Orkut só com você, mas não sabia como pedir... sei lá... acho que eu ia morrer se você quisesse continuar assim, cada um com um perfil diferente...
- Nunca, meu amor!!!! O que eu mais quero nessa vida é ter uma página só pra nós dois, gostar das mesmas coisas que você, ter os mesmos amigos, as mesmas comunidades, receber as mesmas mensagens com vírus, os mesmos spams pornográficos... Ai, ai, quanta felicidade...

28 de mar. de 2008

Festa estranha com gente esquisita


Ontem fui ao show da Bethânia com a Omara Portuondo. Festa estranha com gente esquisita... A Bethânia puxava a cubana pra trás o tempo todo e a cubana tentava empurrar a baiana pra frente. Sem bateria, os 3 percussionistas (Marcelo Costa, Andrés Coayo, Claudinho Brito) não deram conta do recado. Faltou sangue e suingue caribenhos pra acompanhar aquela velhinha elétrica de 76 anos. Resultado: um som individual maravilhoso, vozes lindíssimas que não combinavam uma com a outra e um grande vazio sonoro por trás, apesar da qualidade inegável de todos os músicos... Dureza!
E por falar em festa estranha com gente esquisita, outro dia fui ao aniversário de um amigo e saí de lá com uma sensação esquisitérrima. Não sei se porque eu ia muito à casa dele antigamente e depois parei, não sei se porque eu não conhecia ninguém direito, não sei se o povo que estava lá era esquisito mesmo, não sei se porque não bebi... Sei lá, vai ver que a esquisita sou eu.

26 de mar. de 2008

Enquanto isso, numa farmácia da China....


Chifre de veado, indicado para depuração do sangue.


Pênis de Foca, aconselhado como "Viagra Marinho".


E por favor não venham me dizer que eles vão dominar o mundo....

Imagens: http://olimpiadas.uol.com.br/2008/album/25032008remedios_album.jhtm?abrefoto=1

18 de mar. de 2008

Qualificação


Três horas depois... não sei muito bem pra onde ir e acho que eu tô com tontura...

17 de mar. de 2008

Meia hora de sono


Hoje descobri um caminho novo pra ir pro meu trabalho. Acho que economizo uns 15 minutos, mas vou testar de novo um outro dia dessa semana. Quem sabe consigo voltar a acordar na faixa das 6h e não das 5h... Ninguém merece levantar às 5h30 da madrugada, gente, tem dias que está um super breu!!!
Meus alunos vão agradecer, pois meia hora a mais de sono vai fazer muuuuita diferença no meu humor matinal....
(Como tá difícil viver em São Paulo!!!)

12 de mar. de 2008

A cantora careca


Estou sem voz. Totalmente sem voz. E sem vontade... Acho que é gripe, mas parou na garganta e não progrediu pro resto do corpo, deixando aquela sensação horrível de leseira interminável. Talvez tenha trocado o ataque físico pelo psicológico e me deixado com essa languidez toda... Talvez a leseira corporal ainda venha, sei lá. O que é um saco é que estou totalmente sem voz, difícil até pra falar no telefone. Tudo bem que já faz tempo que deixei de ser cantora, mas me incomoda muito não conseguir cantarolar com Paulinho da Viola no rádio do meu carro.

Amanhã tenho 6 aulas na 7ª série, "tipos de predicado"...
Iemanjá me guie!

7 de mar. de 2008

"Minha" sacola!




Vejam só que belezinha.... Entrem lá no BLOG da Fuzuê pra ver os outros modelitos.

Férias já

Ai, gente, tô precisando de férias.... De manhã, além de 5 sétimas séries, dou aula pra uma oitava e uma sexta. Às tardes, noites, sábados, domingos e feriados, faço revisão de textos. Dissertações, TCCs, monografias, artigos e por aí afora. Pois bem, o preço da revisão é X reais a lauda. Se a pessoa quiser, posso colocar no formato da ABNT e aí vai pra X+1. Esses dias fiz a revisão da dissertação de mestrado de uma moça super gente boa, toda ferrada lá com a orientadora dela, aquelas correrias de fim de mestrado. Ela queria que eu formatasse o texto dela e, por engano, acho que "dedei" errado e mandei o preço de X+2, ao invés de X+1. Fiz o trabalho e mandei a conta, cobrando X+1 a lauda, claro, pois era o preço. Ela, toda gentil, me mandou um e-mail dizendo que o preço combinado não havia sido aquele, mas X+2. A louca aqui entendeu que ela estava achando caro (porque eu sei que pesa na hora de pagar, é muito gasto com xerox, encadernação, enfim!) e mandei um e-mail todo malcriado, dizendo que o preço era esse mesmo, mas que eu sabia que estava caro e então ia cobrar só X, ao invés de X+1. Quando eu dei o "Enviar", achei que tinha alguma coisa esquisita... Se ela estava achando caro, por que me dizia que o preço era X+2? Resolvi olhar o e-mail inicial e vi que havia mandado o valor maior mesmo e ela - coitada - só queria me dizer que eu estava fazendo a conta errada e ia tomar prejuízo. Ai, que vergonha... Agora diz aí: por que é que não dá pra "desmandar" um e-mail imediatamente depois que você clicou no enviar? O resultado é que não vou ter cara pra receber o valor correto da pobre mestranda que só queria ser educada comigo...
E a propósito de "Férias já", alguém aí tem uma receita mágica pra dar aula pra sétima série sem microfone?