Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens

2 de out. de 2009

Poema Quince


Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
Déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.


Este poema é do Neruda, mas a primeira vez que o ouvi, estava sendo lindamente cantado na voz de Mercedes Sosa. Pra quem não sabe, enquanto todas as minhas amigas ouviam Bee Gees, eu escutava os hinos de protesto latinoamericanos na voz grave e poderosa dessa cantora argentina. Hoje quando li que ela recebeu a extrema unção, pois só sobreviverá por milagre, pensei que, já que faz tanto tempo que não acontece um milagre por aqui, esse seria um excelente motivo pra que os caras lá do alto reiniciassem os trabalhos...
Meu coração, pela segunda vez nesta vida, se parte em milhares de minúsculos e "incoláveis" pedaços.

1 de out. de 2009

Zeca Baleiro - 19/09

Não preciso dizer que o show foi uma delícia... Sem contar o teatro que é tudo de bom, quem ainda não conhece, precisa conhecer o teatro FECAP (Av. Liberdade, nº 532), pois ele tem uma acústica simplesmente fantástica.

8 de set. de 2009

Hoje


"Eu hoje acordei tão só, mais só do que eu merecia;
eu acho que será pra sempre, mas sempre não é todo dia..."
(Oswaldo Montenegro)

24 de ago. de 2009

Lee Cover


Mexer em antigas fotos dá nisso... Banda Lee Cover, lá pelos idos dos anos 90, no Café Piu Piu. Eu me montava toda pra cantar Miss Brasil 2000, era muuuuito divertido.... Essse vestidinho vermelho de crochê é dos anos 70 e foi da minha mãe, que comprou pra ir à formatura de uma prima minha. É ma-ra! Tenho até hoje...

15 de ago. de 2009

Labiata

"São Paulo é um pouco como a faixa de Gaza... eu estou me sentindo no quintal de casa".



Não preciso dizer que o show foi maravilhoso. A luz estava simplesmente fabulosa. Adoro esse homem, sou tiete mesmo, fazer o quê?

14 de ago. de 2009

É hoje!

Depois de enrolar o mês inteiro pra ir buscar a minha meia entrada lá no HSBC Brasil, é hoje! eu e ele, ele e eu... Adoro as canções desse pernambucano. Algumas delas, como "Paciência", mexem com o que a gente guarda lá bem fundo, num fundo qualquer do peito...

27 de jul. de 2009

Julinas (1)


Eu vivo a vida a vida inteira
A descobrir o que é o amor
Leve pulsar do sol a me queimar
Não penso ter a vida inteira
Pra guiar meu coração
Eu sei que a vida é passageira
E o amor que eu tenho não!
Quero ofertar
A minha outra face à dor
Deixa eu sonhar com a tua outra face, amor


(Fogueiras: Música - Angela Rô Rô; Foto - Yanaí Mendes)

Dio come ti a mo

Estou numa fase "filme antigo" e a Turkha me manda uma cena dessas... O amor é lindo mesmo...

29 de jun. de 2009

Não é preciso saber mais nada...


De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada

De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei

Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso

Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada

Quase nada - Zeca Baleiro e Alice Ruiz

(Para MJ, que foi pra Aruanda antes que o mundo compreendesse que cada um tem o direito de ter a cor que bem entende)

9 de abr. de 2009

Desejos de Páscoa


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
(Paciência, Lenine, Dudu Falcão)

19 de mar. de 2009

Milênios de silêncio



Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

(nada mais bonito do que Chico Buarque pra quebrar milênios de silêncios e soprá-los no ar)

17 de fev. de 2009

Colo

O sol à beira da estrada
Poeira na contramão
O mato, o cheiro da terra e o chão

Azul molhado da tarde
A noite, a lua, a canção
Amor que chega e me abraça
Vou te levar aonde eu for
E o meu caminho leva onde o teu me disser

Vontade de deitar no colo
Eu nunca mais vou te deixar dormir
Reter cada momento, te seguir

O vento vem te roubar
O abraço, o nada, a razão
É noite fria no coração

Azul queimado da tarde
Saudade, fogo, paixão
Amor vai'mbora e me deixa
Vou te lembrar aonde eu for
Mas teu caminho é outro tempo que saberá,

Vontade de ficar mais tempo
E nunca mais querer te ver partir
O mundo te levou, eu deixo ir


(1995 - parceria com o Crica para a banda "Kin e os Serafins")

6 de out. de 2008

Mais um verão

Gosto muito desse moço. E de suas canções, claro. Sempre gostei. Houve uma época em que não tinha dinheiro pra comprar seus discos e ficava correndo os sebos do centro da cidade atrás de um LP usado. Era um tempo de pouca grana, mas de muitos sonhos e eu sabia de cor todas as suas canções que me levavam pra um lugar distante, que eu nem sabia direito onde era, mas preenchia meu desejo de uma vida longe de São Paulo.
Sábado fui assistir a seu show no Credicard Hall e pude relembrar desse tempo em que, entre outras coisas, eu tinha tempo pra cantar e até pra me arriscar a compor algumas canções que falavam de terra, mato e esperança de um dia sumir daqui. Eu tinha, então, 20 anos, todo o tempo do mundo e sabia quem eu era e o que eu queria. É claro que não saí de São Paulo, casei, separei, parei de cantar, me atolei no trabalho e me esqueci de tudo aquilo, inclusive de que eu gostava tanto desse moço. E de suas canções, claro.
Saí do show desse caboclo lindo (que agora usa óculos) sob chuva forte, com 2 CDs que eu ainda não tinha e que a Juju me deu, e determinada a não passar mais um verão sem me lembrar de todas essas coisas de que, de verdade, tanto gosto.

Essa canção (que na gravação original tem a belíssima 2ª voz de Alzira Espíndola) ele não cantou, mas eu adoro.

Mais um verão
Já lá se vai a sumir
Por entre os dedos da minha mão
E nada guardei pra mim

E a geração
Que a tudo fez consumir
Volta a temer profecias
De astros em conjunção
Será que chegou o fim?

Por moedas de ouro e prata
Quanta gente ainda se mata, ai, ai
Eta velho mundo louco
Quer se destruir
Aconteça pois assim

Mais um verão
E só me resta fingir
Ir ao castelo da ilusão
Sonhando ser Aladim

Poder então
Por tudo me repartir
Ser como as folhas de outono
Num vento sem direção
Dormir em qualquer jardim

Aflição nem vou mais sentir
Se o segredo é se divertir, ai, ai
Eta velho mundo louco
Não quer mais sorrir
Entristeça, pois, enfim

Mais um verão
Já lá se vai a sumir
Por entre os dedos da minha mão
E nada guardei pra mim
(Mais um verão - Almir Sater e Paulo Simões)

4 de jun. de 2008

Calcanhoto

(Quem disse que não há mais poesia na música brasileira?)

Teu nome mais secreto
Adriana Calcanhotto / Waly Salomão

Só eu sei teu nome mais secreto
Só eu penetro em tua noite escura
Cavo e extraio estrelas nuas
De tuas constelações cruas

Abre-te Sésamo! - brado ladrão de Bagdá

Só meu sangue sabe tua seiva e senha
E irriga as margens cegas
De tuas elétricas ribeiras,
Sendas de tuas grutas ignotas

Não sei, não sei mais nada.
Só sei que canto de sede dos teus lábios
Não sei, não sei mais nada.

28 de mar. de 2008

Festa estranha com gente esquisita


Ontem fui ao show da Bethânia com a Omara Portuondo. Festa estranha com gente esquisita... A Bethânia puxava a cubana pra trás o tempo todo e a cubana tentava empurrar a baiana pra frente. Sem bateria, os 3 percussionistas (Marcelo Costa, Andrés Coayo, Claudinho Brito) não deram conta do recado. Faltou sangue e suingue caribenhos pra acompanhar aquela velhinha elétrica de 76 anos. Resultado: um som individual maravilhoso, vozes lindíssimas que não combinavam uma com a outra e um grande vazio sonoro por trás, apesar da qualidade inegável de todos os músicos... Dureza!
E por falar em festa estranha com gente esquisita, outro dia fui ao aniversário de um amigo e saí de lá com uma sensação esquisitérrima. Não sei se porque eu ia muito à casa dele antigamente e depois parei, não sei se porque eu não conhecia ninguém direito, não sei se o povo que estava lá era esquisito mesmo, não sei se porque não bebi... Sei lá, vai ver que a esquisita sou eu.

12 de mar. de 2008

A cantora careca


Estou sem voz. Totalmente sem voz. E sem vontade... Acho que é gripe, mas parou na garganta e não progrediu pro resto do corpo, deixando aquela sensação horrível de leseira interminável. Talvez tenha trocado o ataque físico pelo psicológico e me deixado com essa languidez toda... Talvez a leseira corporal ainda venha, sei lá. O que é um saco é que estou totalmente sem voz, difícil até pra falar no telefone. Tudo bem que já faz tempo que deixei de ser cantora, mas me incomoda muito não conseguir cantarolar com Paulinho da Viola no rádio do meu carro.

Amanhã tenho 6 aulas na 7ª série, "tipos de predicado"...
Iemanjá me guie!